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As Eternidades de Deus

(Por Ricardo Honório)

Ao se falar em Deus como um Ser Eterno, talvez encontremos, ainda, quem o acredite eterno somente em sua existência. Entretanto, ressalto que Ele é eterno em tudo que lhe diz respeito: em sua existência, em seu amor, em seu perdão, em suas leis... em suas surpresas. Por mais que queiramos entender a Deus e por mais que vivamos, iremos por muito tempo ainda nos surpreender com Ele e com a sua obra universal, a nos mostrar quão distante ainda estamos de sua compreensão.

Desde criança nos acostumamos a tentar entender Deus através de adjetivos que insistem em querer comprimi-lo no espaço interpretativo e conceitual das palavras humanas, através de termos como grande, bom, justo, eterno etc. No entanto, por mais que o termo grande nos represente algo enorme, nunca será possível fazer-nos entender a grandeza de Deus, haja vista não haver nada neste mundo que nos faça, por analogia, criarmos, mesmo mentalmente, uma imagem da real grandeza do Criador do Universo. E quando algum fato nos aproxima de um esboço dessa imagem, não conseguimos processá-lo em nossa pequenez cognitiva.

Não obstante, apesar de muitos fatos parecerem provar o contrário e de haver, por conta desses fatos, quem duvide da evolução da humanidade, ela evoluiu e ultrapassou a barreira da crença cega e tem encontrado pela ciência empírica, provas cada vez mais contundentes da grandeza de Deus como se ainda fosse preciso provas). Basta percorrermos a linha do tempo e veremos que século após século, milênio após milênio, a humanidade caminhou a passos largos rumo ao entendimento da grandeza de Deus, o que não obsta o fato aparente de ter, também, certa parcela dela na contramão dessa evolução, com destino ao status quo da moralidade, da racionalidade e da cientificidade que a vanguarda persegue. Na realidade, essa parcela não está voltando ao início, mas estacionada, aguardando o devido tempo para continuar avançando.

Durante grande parte da história da raça humana, foi a religião o único caminho que poderia nos levar a Deus. Foi ela a responsável por nos clarear os caminhos que nos conduziria à percepção, ao entendimento e, conseqüentemente, à crença racional no criador (apesar de haver, muitas vezes, criado mais sombra que luz) relegando a ciência empírica a um plano de inferioridade creditícia, onde suas descobertas foram tratadas como atentados ao Deus que as criou e inspirava aos homens, em dado momento, os insights imprescindíveis a tais descobertas.

Àqueles que apostaram na manutenção do cabresto moral, intelectual e científico da humanidade, por intermédio do dogmatismo religioso, o Cósmico guardava surpresas terríveis. A luz que se preparava para alumiar as trevas dos primórdios da Idade Média, onde o evangelismo criara uma conotação hierática dos textos bíblicos, barrando o avanço intelectual dos homens, não tardaria a chegar. E na Segunda metade do Séc. XIX surge o Espiritismo, em meio a efervescência dos ideais positivistas, a propor uma análise crítica da grande obra evangelizadora da humanidade, sobrepondo-se às conotações céticas e agnósticas do materialismo vigente.

No bojo desses avanços de ordem moral e cultural, a Espiritualidade promovia, do alto, uma verdadeira revolução no campo científico e um verdadeiro manancial de idéias surgiram a partir dos meados daquele século e desaguaram no Séc. XX com um turbilhão de descobertas empiricamente comprovadas a derrubar dogmas antes equivocadamente venerados, possibilitando aos homens conhecer um pouco das divinas leis que regem o Universo e a vida dos homens.

Entretanto, tais descobertas asfixiaram e inibiram mentes torpes impossibilitadas de entenderem o processo que se desenrolava e, não obstante o tempo e o avanço tecnológico, ainda inibem e asfixiam outras tantas de mesmo quilate, a reprovarem o irreprovável, como se a autorização para tais descobertas não tivessem partido da mesma inteligência que as criou.

Ainda hoje, na iminência do Sec. XXI da Era Cristã, encontramos quem não perceba que cientistas , religiosos de quaisquer credos, teólogos têm a mesma nobre tarefa de elucidarem aos homens, cada um em seu campo de conhecimento, os desígnios e as leis da criação, elaboradas para a manutenção do Universo e dos objetivos do Criador para com suas criaturas, rumo ao alvorecer do conhecimento, da compreensão, do amor e da fé racional num Criador, cuja grandeza nos escapa à compreensão atual.

Não poderá jamais o homem chegar a Deus se não houver conquistado meritoriamente a compreensão de sua real grandeza; e não poderá o homem compreender a real grandeza de Deus enquanto basear-se sobre falsos dogmas que lhes estreitam a compreensão e impedem-no de admitir verdades irrefutáveis.

Quando me referi, no primeiro parágrafo, às eternas surpresas que temos tido e continuaremos tendo no decorrer dos tempos, aludia-me a uma conquista científica no ramo da astronomia, que nos mostra a magnífica imagem de uma nebulosa em expansão a uma velocidade de 52.000 km/h, criada pelo ocaso de uma estrela que dista da terra 2.000 anos-luz, cujos valores que representam a grandeza extraordinária desse fato são quase inconcebíveis à nossa compreensão, dando margem a comentários de homens ditos cultos, que ainda questionam-se sobre a veracidade de tal fato.

É por questionamentos como esse que me pergunto: - Se não somos, ainda, capazes de assimilar os mensuráveis valores de apenas um dos trilhões de astros finitos que nos rodeiam, como poderemos querer compreender, assimilar o Infinito, o Indefinível e o Imensurável (Deus)???

Publicado no Correio do Quilo, de fevereiro de 1999 (Recife - PE)

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